segunda-feira, 30 de maio de 2016

Informações publicadas ne edição de 27 de maio do jornal O PRATIANO. Escrevo essa coluna há mais de 20 anos naquele jornal que circula também aqui em São Manuel.


EM DIA COM AS NOTÍCIAS

Gildo Sanches 

MEDO DA LAVA-jATO
Conversas gravadas em março pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ex-presidente José Sarney revelam que eles discutiam formas de livrar políticos, entre eles a então presidente Dilma e o ex-presidente Lula, da Lava-Jato. Renan apoia proibir delação de presos e diz que a “turma topa” um “acordo” para livrar Dilma, cuja contrapartida seria adotar o parlamentarismo. Sarney promete a Machado tentar ajudá-lo a escapar do juiz Moro e prevê: “A Odebrecht vem com uma metralhadora ponto 100.”

 

ERA DE GRAVAÇÕES

A divulgação de novas gravações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, com políticos sobre as investigações da Lava Jato aumentaram a tensão em Brasília. Os diálogos entre Sérgio Machado e o presidente do Senado Renan Calheiros, mostram o senador preocupado com o avanço da Operação Lava Jato e com as delações premiadas.

 

O PRIMEIRO

Quem primeiro “caiu do cavalo” com essa história de gravações foi o senador Romero Jucá, então ministro do Planejamento. Agora a fila está aumentando...

 

DETALHES

Além de entregar gravações que fez com aliados do PMDB, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado deu detalhes, em depoimento à Lava-Jato, de recursos que teriam sido repassados ilegalmente ao presidente do Senado, Renan Calheiros, ao ex-presidente José Sarney e ao senador e ex-ministro Romero Jucá, informa JAILTON DE CARVALHO (O Globo).

 

HOMOLOGADA

A revelação de que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado teve homologada sua delação premiada pelo Supremo Tribunal Federal pode alterar o processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Governistas se articulam para encerrar o trâmite antes do início da campanha para eleições municipais, em 16 de agosto. Já a oposição a Michel Temer tenta arrastar a análise do afastamento. O Estadão apurou que Machado citou mais nomes em sua delação além dos já divulgados (Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros, todos do PMDB).

 

APREENSÃO

Temer não estaria implicado diretamente, mas pilares importantes de sua base de sustentação, sim. Essa informação aumentou a apreensão nos bastidores e o temor de recrudescimento da crise, o que causaria instabilidade para o governo e poderia atrapalhar a estratégia de recuperação da economia, que depende de aprovações no Congresso. Do lado de Dilma, a estratégia é inserir a conversa de Machado com o ex-ministro Jucá no processo de impeachment e tentar inviabilizar Temer politicamente.

 

DÉFICIT

Mesmo com a aprovação das medidas anunciadas nesta semana pela equipe econômica, como o teto para gastos públicos, o país ainda deve registrar um déficit fiscal de R$ 66 bilhões em 2017, prevê o governo. Seria o quarto ano seguido de rombo nas contas. Sem as medidas, porém, o déficit poderia passar de R$ 100 bilhões.

 

TEMPO LONGO

O teto de gastos recém proposto por Michel Temer pode eliminar o déficit do caixa do Tesouro em até oito anos sem alta de impostos, mostram simulações feitas pela Folha de S. Paulo. Os cálculos têm como base a nova meta fiscal, aprovada pelo Congresso. O rombo de R$ 170,5 bilhões estimado pelo governo pode ser zerado até 2024, quando as contas públicas passariam a ter superávit. Para tanto, a projeção considerou um cenário de expansão do PIB a partir de 2017. Assim, a retomada do crescimento é crucial.

 

 

PREVIDÊNCIA

O presidente interino, Michel Temer, pretende esperar o afastamento definitivo de Dilma Rousseff para levar a reforma da Previdência à votação no Congresso. Portanto, isso ainda vai demorar mais um pouco.

 

PETISTAS FICAM FORA

O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse ao Estadão que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, prepara uma grande reformulação nos conselhos de administração de bancos públicos e empresas estatais. Os conselhos têm em sua composição representantes do governo de Dilma Rousseff. O objetivo, segundo ele, é evitar “conflito de interesses”. Na opinião de Padilha, a presidente afastada só reassumirá o cargo se houver um “acidente de percurso”.

 

PEDIDO DEVOLVIDO

Pela segunda vez, o ministro do Supremo Gilmar Mendes devolveu à Procuradoria- Geral da República um pedido de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O requerimento faz parte de apuração sobre a suspeita de maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro. Aécio disse que é “improcedente”. O procurador Rodrigo Janot decidirá se insiste no pedido. Em caso positivo, caberá a Mendes julgá-lo.

 

NOVOS PRESIDENTES

O governo Temer anunciou nesta quarta-feira (25) os nomes dos novos presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Paulo Caffarelli, atual diretor da CSN, irá para o BB. A Caixa será presidida por Gilberto Occhi, ex-ministro da Integração de Dilma e indicação do PP.

 

POLÍTICA EXTERNA

Há pouco tempo para reverter décadas de equívocos, mas há bons motivos para o país ter esperança. Para isso, o governo interino deve, entre outras medidas, dobrar aposta em acordo com a União Europeia, avançar na agenda com os EUA, estudar parceria com o México e atacar a burocracia alfandegária.

 

REEXAME

O STF terá que reexaminar sua decisão de fevereiro, que admite prisão após condenação do réu em segunda instância. Na quarta-feira 18, o Partido Ecológico Nacional entrou com ação declaratória de constitucionalidade do artigo 283 do Código Penal. Quer o retorno do entendimento, de que uma pessoa pode recorrer em liberdade, baseado no princípio da presunção de inocência. Desde 2009, cadeia só depois do “trânsito em julgado” do processo. Cinco renomados advogados de Brasília subscrevem a ação do PEN. Réus da Lava Jato sonham com essa decisão, mas se virá outras 300 mil pessoas não correm risco imediato de ir para os presídios – que seguem abarrotados.

 

FATO POSITIVO

Calculado com base em entrevistas feitas no auge do período em que se decidia a saída de Dilma Rousseff do poder (de 29 de abril a 14 de maio), o Índice Nacional de Confiança da Associação Comercial de São Paulo apontou otimismo da população. Depois de sucessivas quedas bateu 66 pontos em maio – dois acima do registrado em abril. O INC varia de 0 a 200 pontos, sendo que valores entre 100 e 200 retratam otimismo e os abaixo de 100 pessimismo. Em maio de 2015 o termômetro marcou 105 pontos. Os detalhes da pesquisa serão divulgados nos próximos dias.

 

MAIS ALTO

O Banco Central vai encomendar novas cédulas do Real. A última vez que o nome de Henrique Meirelles apareceu em nosso papel moeda foi como presidente do órgão. Agora vai figurar num lugar mais alto na nota.

 

TONI APOLÔNIO

Com tristeza registramos o falecimento de nosso amigo Toni Apolônio. Recentemente escrevi numa crônica neste jornal, contando um pedaço da história desse que foi um dos maiores craques do futebol local. Que Deus o tenha!